Li no outro dia num artigo de Egdar Morin, no qual transmitia a ideia de que as pessoas não se sentiam á vontade a falar sobre a felicidade, ou seja, que a felicidade era quase um tabu na nossa sociedade.
Ora o bom de lermos artigos ou opiniões de pessoas consagradas, é o facto de muitas vezes vermos validados os nossos próprios pensamentos e ideias. Somos educados numa sociedade que encara o trabalho como um fardo que teremos de carregar para toda a vida. Devemos trabalhar para depois nos divertirmos e gozarmos aquilo que nos faz feliz. O problema é que acabamos a trabalhar demasiado e a ficar sem tempo ou energia para nos dedicarmos ao que nos realiza. E como o que nos realiza também exige tempo e dedicação (muitas vezes mais do que dinheiro), do qual não dispomos, acabamos por pagar por algo que nos faz temporariamente e ilusoriamente felizes!
Experimentem fazer do vosso dito hobbie o vosso trabalho  e verão que quando disserem a alguém o que fazem, a pergunta será invariavelmente : “não a sério.. o que fazes?” ou seja ninguém está educado para a possibilidade de o trabalho ser simultaneamente algo que realize e preencha quem o executa.
A sociedade dividiu trabalho e hobbie em departamentos distintos, e que nunca em tempo algum se podem misturar. Esta visão incute naqueles que procuram e lutam por encontrar um caminho profissional alinhado com os seus ideais e interesses, um sentimento de culpa inconsciente por “não ter um trabalho a sério” ou por ser feliz a fazer o que gosta.
A primeira dica do Manual de Sonhadorismo é precisamente vencer esse estigma e acreditar que é possível ser-se feliz e ter-se sucesso a fazer-se aquilo que se gosta e que nos realiza…aliás esse é mesmo o único caminho!
#KeepDreamig