1. Olá Catarina! De onde vens e para onde vais?

R: Olá Rui! Bem, posso responder a essa pergunta de duas formas, no sentido literal e noutro mais abrangente, sendo que o segundo explica o primeiro. Venho da Indonésia, onde estive a estudar yoga e vou para a Índia, onde vou estudar diferentes técnicas de meditação e aprender a tocar harmónio. Se considerar a minha vida como um todo para responder à pergunta, posso dizer que venho de uma vida apressada, rápida, pouco realizada e mais focada nos deveres e nas reflexões da sociedade do que no que realmente quero e sou chamada a fazer. E agora, mais concretamente de há um ano para cá, vou em direção à concretização do sonho de viver uma vida com propósito e realizada, em que desenvolvo e alavanco os meus talentos e paixões e os ponho ao serviço dos outros. E o percurso para chegar até lá é uma viagem pelo mundo durante um ano e picos, que dá origem e sobre a qual assenta o conceito MLA – Master in Life Adventures®, que explicarei mais adiante!

“Como já tinha contado, durante muitos anos vivi uma vida apressada em que parava pouco para pensar  verdadeiramente nos aspectos mais importantes da minha existência: Quais são os meus sonhos? Qual o meu propósito?”

2. Quais as tuas Paixões e Interesses?

R: A minha maior paixão são as pessoas, razão pela qual abandonei um trabalho focado em projectos e produtos para descobrir outro em que o principal foco fossem as pessoas. Sou apaixonada pela natureza, cresci no campo e aprendi a dar valor às coisas simples da vida. A minha maior inspiração é o mar e, sempre que posso, pego na prancha para ir apanhar umas ondas e meditar. Adoro escultura e trabalhos manuais, é costume fazer os meus próprios postais de Natal, por exemplo. E também é frequente apanharem-me a fazer origami. Digo sempre que, se na altura de escolher o curso superior tivesse seguido o coração, teria estudado escultura, em vez de arquitectura, que acabei por abandonar um ano e pouco depois. Uma paixão mais recente é o yoga, que descobri no início desta grande viagem, em Março do ano passado. E o mais interessante de tudo é que, durante mais de 10 anos, sempre pensei que não gostava, mesmo nunca tendo experimentado. Achei que era um desporto e que era muito lento para o meu gosto, uma vez que sempre fui mais adepta de desportos radicais. Foi preciso ir à Índia, fazer um retiro de duas semanas, para rapidamente me aperceber o quão enganada andei todos estes anos sobre o que realmente é o yoga. Depois disso, já fiz um curso de 200 horas de hatha yoga na Tailândia e outro de mais 50 horas na Indonésia.
Em termos de interesses, adoro marketing, área na qual me especializei nos últimos 8 anos e que continuo a explorar. Para além disso, neste momento, estou a fazer um curso de life coaching online e tenho ainda planeados um curso de “sound healing” com taças tibetanas em Goa e um curso de meditação Vipassana em Jodhpur, na Índia. Quanto a leituras, nesta fase, anda tudo à volta da espiritualidade e consciência humanas.
E podia continuar… mas as paixões e interesses essenciais neste momento da minha vida já contei!

3. Como surgiu a ideia do “Master in Life Adventures”? Conta-nos um pouco mais sobre isso.

R: É uma ideia que já tem mais de 3 anos, mas a história que lhe dá origem é bem mais antiga e data de Setembro de 2011, altura em que entrei no mercado de trabalho. Como já tinha contado, durante muitos anos vivi uma vida apressada em que parava pouco para pensar verdadeiramente nos aspectos mais importantes da minha existência: Quais são os meus sonhos? Qual o meu propósito? O que é que quero realmente fazer no meu dia-a-dia e como quero impactar a vida das pessoas à minha volta? Comecei nessa altura a trabalhar numa grande empresa que me “bateu à porta” logo no início do meu mestrado. Uma vez que adorava marketing (não só estava a especializar-me na área como também dava aulas dessa disciplina na licenciatura de gestão da Católica-Lisbon) e que a empresa em questão era (e é) considerada uma das melhores escolas de marketing, não pensei duas vezes. Atirei-me de cabeça para o processo de recrutamento que, por sinal, correu bem, e assinei logo contrato… um ano e meio antes de acabar o mestrado. Digamos, pois, que não houve grande reflexão da minha parte sobre o que realmente queria fazer.
Passava uma semana do início desta nova aventura e já eu sentia um burburinho dentro de mim: “acho que não é bem isto o que quero fazer da vida…”. Mas só tinha passado uma semana. Muito mais estaria para vir, portanto decidi, tal e qual como em tudo o que faço, dedicar-me de alma e coração. Os anos foram passando, e aquele bichinho murmurador não se calava e inclusive já não murmurava, agora falava bem alto… muitas vezes através de outras pessoas que me conhecem bem. E, por isso, resolvi dentro da mesma empresa, experimentar outras funções, outras marcas e outros países, pensando sempre que, eventualmente, me conseguiria encaixar.
Foi em Dezembro de 2015, quando fiz uma viagem a Moçambique de duas semanas para visitar o meu irmão, que finalmente encontrei tempo para reflectir sobre a minha vida. E foi então que decidi que algo tinha que mudar… não podia deixar que as circunstâncias da minha vida ditassem o meu destino, tinha sim que ser a autora da minha própria história, como diz Fernando Pessoa no seu célebre poema “Pedras no Caminho”.
Pronta a tomar rédeas, já de volta a Londres, onde vivia e trabalhava na altura, comecei a considerar outras hipóteses: mudar de trabalho, mudar de empresa, voltar a estudar ou… viajar durante um longo período de tempo! Cheguei a candidatar-me a outros empregos, comecei a preparar uma candidatura para fazer o doutoramento e também pensei em fazer um MBA. Mas nenhuma das opções me parecia trazer as respostas que eu procurava. E, por isso, optei pela última opção – viajar pelo mundo! Como viajar por si só não me chegava, tive a ideia de fazer uma espécie de MBA à minha medida, a que chamei de MLA – Master in Life Adventures: viajar pelo mundo com o propósito de desenvolver diferentes skills e competências e de explorar e alavancar paixões e talentos. Enquanto que, ao estudar numa universidade, eu teria que me encaixar num programa, num ou dois locais do globo, dentro de salas de aula (não descartando, como é óbvio, o valor de estudar numa universidade, fi-lo durante 6 anos), ao fazer um MLA, o programa ajustar-se-ia a mim, aos meus desejos, às minhas necessidades, às minhas perguntas e aos meus objectivos, tendo como salas de aula diferentes países, realidades e culturas. Uma oportunidade única para, através de cursos, workshops, estágios, voluntariado, retiros, etc., aprender experiencialmente, me envolver com diferentes perspectivas à volta do mundo, conhecer pessoas e me inspirar. E uma grande ajuda para descobrir a minha vocação e para me reinventar profissionalmente.
Depois de surgir a ideia, não foi até Novembro de 2016 que efectivei a minha decisão entregando a carta de resignação ao meu chefe na altura. Só depois de desenvolver uma estrutura financeira, de trabalhar a minha confiança e de conquistar o apoio da família e amigos, ganhei coragem para seguir a minha intuição e partir em busca do meu sonho. Dia 31 de Janeiro de 2017 foi o meu último dia de trabalho no Reino Unido e a 6 de Fevereiro partia para Portugal para dar início ao meu MLA!

“Neste momento da minha vida, orgulho-me de ter tido a coragem de deixar uma vida estável, confortável e segura para partir em busca de um sonho.”

4. Qual o impacto que esperas alcançar com este projeto?

R: Capacitar as pessoas a atingir o seu máximo potencial é o que acredito ser a minha missão neste mundo e, por isso, o meu desejo é que todos os projectos que desenvolva no futuro e nos quais participe incorporem essa vertente e contribuam para realizar a minha vocação. O MLA, sem dúvida, faz parte dessa lista, tendo como principal objectivo ajudar as pessoas a encontrar tempo, espaço e meios para aprender diferentes skills e competências e para explorar talentos e paixões, através de várias aventuras e experiências pelo mundo, com o fim último de desenvolver e alavancar o seu potencial e realizar a sua vocação. E, portanto, o meu sonho é transformar o MLA numa certificação de referência, reconhecida e apoiada por instituições de ensino, empresas e particulares, que proporcione confiança e oportunidades para todos aqueles que o desejem fazer. O projecto está agora em fase de desenvolvimento, mais notícias para breve!
Podem is seguindo a minha viagem pelo mundo e o status do projecto através do site www.masterinlifeadventures.com e através das minhas contas de Instagram @catarinaholstein e @mla.haveyounoticed. Se tiverem perguntas e/ ou sugestões podem escrever-me para [email protected]

5. O que dirias a alguém que deseja iniciar um projeto, mas que sistematicamente o adia por não ter certezas de que o mesmo possa ter sucesso?

R: Não é por acaso que se ouve muito o ditado “quem não arrisca, não petisca”. E, de facto, se não arriscarmos jamais provaremos os frutos do nosso trabalho e do nosso potencial. Na maioria das vezes, não arriscamos por medo das dificuldades, por medo de falhar, por medo do insucesso. Neste caso, convidaria a pessoa a olhar para estes medos de uma perspectiva diferente. Que benefícios e ensinamentos podemos tirar das provações? E se olharmos para as dificuldades como pilares de uma estrutura para a realização e o sucesso? Um ótimo exemplo são os bebés. Quando um bebé está a aprender a andar, cai várias vezes, magoa-se, chora, mas nunca deixa de se tentar levantar e andar. E é através do todas a tentativas que o bebé vai desenvolvendo a estrutura e o equilíbrio para um dia conseguir finalmente ser bem sucedido na sua caminhada. Sem pedras no caminho, como vamos nós construir o nosso castelo?

6. Quais as tuas maiores fontes de inspiração?

R: A minha família, em especial a minha Mãe, os meus amigos, a natureza, principalmente o mar, a leitura e o estudo e, last but not least, a oração e a meditação.

“Acreditemos no nosso potencial infinito e que, com Fé, trabalho, humildade e perseverança nada é impossível – o mundo espera por nós!”

7. Até ao momento qual a pessoa mais inspiradora que tiveste a oportunidade de conhecer através da tua aventura?

R: São muitas as pessoas que conheci ao longo desta minha aventura que, de uma ou de outra forma, me inspiraram. Mas as que mais impacto tiveram foram aquelas que, através das suas histórias, palavras e actos, contribuiram para a minha transformação e evolução como pessoa. Não consigo escolher ninguém em especial, pois todos o que me tocaram o fizeram de forma única.

8. Qual o teu maior motivo de orgulho?

R:. Neste momento da minha vida, orgulho-me de ter tido a coragem de deixar uma vida estável, confortável e segura para partir em busca de um sonho.

9. Se pudesses gritar alguma coisa para o mundo seria?…….

R:
Abracemos os nosso talentos, eles são a nossa maior dádiva.
Confiemos na nossa intuição, ela é a nossa maior conselheira.
Enfrentemos as dificuldades com bravura, elas são as melhores oportunidades de crescimento.
Não deixemos nada nem ninguém afastar-nos dos nossos sonhos, principalmente nós próprios.
Sejamos surdos às vezes, como o sapo que ganhou a corrida considerada impossível, pois não conseguia ouvir as vozes de desapelo vindas do público.
Acreditemos no nosso potencial infinito e que, com Fé, trabalho, humildade e perseverança nada é impossível – o mundo espera por nós!

10. Qual o próximo sonho da Catarina?

R: Realizar a minha vocação, colocando os meus talentos ao serviço dos outros e contribuindo para um mundo melhor.

 

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