O Sonhadorismo e as Crianças
Crianças e jovens felizes e sonhadoras, necessitam de liberdade para se expressar e não concebo nada mais castrador do que uma avaliação baseada apenas num resultado numérico. Ao longo de mais de 10 anos como educador sempre me chocou a forma como as escolas e restantes agentes educativos se focam no resultado, relativizando o processo, sobrevalorizando os resultados da avaliação em detrimento do valor formativo da aprendizagem por si só.
 Fernando Alberca, professor Espanhol com vasta experiência no campo da motivação de crianças e jovens deixa-nos algumas ideias muito interessantes de como formar SONHADORES:
 “….importa motivar de maneira diferente, com base na verdade e no presente. Já não serve dizer “tu consegues, mostra o que vales por que isso apenas cria ansiedade e nova oportunidade de fracassar.”
 “Muitas vezes chamamos preguiçosos a meninos inteligentes que ao crerem que não terão êxito, se recusam a iniciar um esforço e que, ao não fazê-lo, acreditam ser incapazes.”
 
 “È fácil confundir preguiça com inibição quando alguém receia o fracasso.”

“Eu sou apaixonado por fazer o que está na minha mão. Enquanto o sistema não muda, podemos fazer muita coisa.”

“Desejar algo não é consegui-lo, mas é o início.”

“ Foi a imaginação que permitiu a Einstein formular as suas teorias da física ou a Steve Jobs criar a Apple. Somos com frequência escravos de uma média numérica, do passado de um aluno, e não aplicamos nas aulas o muito que sabemos sobre comunicação, sobre afectividade humana e o modo como ela influencia o rendimento.”

“ A melhor alegria que um filho pode dar aos pais não é, á partida, a caderneta com boas notas, e sim o amor, a gratidão, a correspondência, a satisfação de vê-lo crescer livre, bom, são, equilibrado, feliz, capaz de gerar felicidade à sua volta. Disto ninguém fala, parece que é de menor importância.”

“ A inteligência, a aprendizagem e os estudos são meros meios para alcançar algo importante: a felicidade……No entanto, nem todos fazemos o que está ao nosso alcance para facilitar essa aprendizagem.”

“Não os ensinamos a superar os seus próprios obstáculos evitando sobreprotegê-los, o mal educativo mais generalizado.”

“Não os ensinamos que tudo na vida tem consequências, incluindo o positivo, nem os ensinamos com o nosso exemplo a estimar sem esperar nada em troca.”

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