Pensar!!

Será que pensamos? Hhhhuummm …. a maioria de nós dirá que sim! “Penso até demais” dirão alguns. “A minha cabeça está sempre a pensar” dirão outros! “Eu queria era deixar de pensar” dirão ainda mais alguns.

Ora bem, o Pensar a que me refiro não é sobre os pensamentos involuntários que nos assaltam a mente e sobre os quais não temos o controlo. Esse, não é um tipo de pensamento construtivo, que nos permita analisar e aceder a camadas mais internas do nosso eu. Esse é um tipo de pensamento que nos baralha, que nos condiciona, que nos amedronta, que nos paralisa!

Esse tipo de pensamento nasce e alimenta-se dos estímulos visuais e sensoriais com os quais estamos hoje em dia permanentemente conectados. Rádio, Televisão, Internet……estamos sempre ligados a algo. Estamos sempre a receber informação e consequentemente a produzir pensamentos.

O pensamento reflexivo, que nasce de dentro de nós, é muito pouco praticado hoje em dia. Raros são os momentos em que nos permitimos estar horas ou dias desconectados de aparelhos e pessoas, e deixamos o NOSSO pensamento fluir.

Mas se nos permitirmos lidar com os NOSSOS pensamentos, se vencermos o receio do desconhecido e nos permitirmos refletir sobre esses mesmos pensamentos, estaremos a abrir a porta da nossa gaiola.

Se experimentarem fazê-lo, verão que os pensamentos, aqueles pensamentos confusos, caóticos, intrusivos, vão lentamente desaparecendo pois não têm onde se alimentar. Começarão então a surgir pensamentos mais profundos. Sobre questões realmente importantes.

Fruto da nossa falta de hábito de lidar com estes tipo de pensamento, o mais normal é procurarmos algo que nos devolva ao tal estado caótico e confuso, que é reconhecido por nós como familiar. Com esse nós sabemos lidar.

Mas se nos permitirmos lidar com os NOSSOS pensamentos, se vencermos o receio do desconhecido e nos permitirmos refletir sobre esses mesmos pensamentos, estaremos a abrir a porta da nossa gaiola.

Apercebemo-nos das falácias que nos tentam impor, dos medos infundados que nos tentam incutir, das necessidades superficiais de que nos tentam convencer. E lentamente desenvolvemos uma capacidade de análise que nos permite decidir com base naquilo que é realmente importante para nós e não naquilo que nos é imposto e aí sim começamos a voar!

E Tu?!? O que Pensas?

 

Texto da Autoria de Rui Loureiro mentor do Projeto Sonhadorismo